É preciso ter uma identidade

Todo ser vivo, seja ele animal ou vegetal, já nasce carregando uma “identidade”. Biologicamente nós podemos entender essa identidade como a carga genética que recebemos dos nossos antepassados ou ainda como a caracterização que recebemos ante ao meio em que vivemos.

Por definição Identidade é “o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes”. E outra definição importante que encontramos é: “Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento (história, sociologia, antropologia, direito, etc.), e tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada.” Wikipédia.

Se analisarmos o conceito de identidade pelo enfoque espiritual nós conseguimos entender que nossa “identidade espiritual” está relacionada aos valores que recebemos da fé que temos (seja ela qual for) aliado ao ambiente em que vivemos. E falando em ambiente, ressalto que todos nós (seres vivos) temos a capacidade de influenciar e sermos influenciados. Logo, se você não influencia o ambiente em que vive, automaticamente está sendo influenciado por esse ambiente.

Em Atos 19 do 11 ao 16 nós lemos uma história interessante que nos apresenta dois tipos de identidade:

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.
De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.
E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.
E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.
Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?
E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.

O texto nos apresenta praticamente a mesma cena porém vivida com personagens diferentes (ou de diferentes identidades). Em uma cena eram usados utensílios que foram do Apóstolo Paulo para expulsar espíritos malignos, e em outra cena algumas pessoas tentam expulsar estes espíritos invocando o nome de Jesus e de Paulo, que servia a Jesus, porém os espíritos não os obedecem.

Este é um texto curioso, não é mesmo? Já é loucura pensar que alguém tentou usar um “lencinho” de Paulo pra expulsar um demônio, imagina invocar o nome poderoso de Jesus e não surtir efeito?

Jesus nos explica isso em João 14:12 e 13:

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

A diferença está na identidade! Os homens que usaram lenços de Paulo o fizeram por fé e porque criam em Jesus. Criam que o poder de Jesus, a quem Paulo servia, conseguia expulsar aqueles espíritos. Já os que invocaram o nome de Jesus não o fizeram por fé e nem criam de coração em Jesus. Eles estavam simplesmente repetindo uma “receita de bolo” que viram dar certo. Sabe aquela pessoa que só procura Jesus quando está passando dificuldades? Então, eram estes.

Jesus não quer discípulos que usem as suas próprias identidades, pelo contrário. Ele quer quem use a Sua identidade. Pessoas que tenham os valores da fé em Jesus incrustados em seus corações e que, independente do ambiente onde estejam, sejam “sal da terra e luz do mundo”.

E quando falamos em ambiente podemos extender nossa análise do texto para dentro da igreja. Só estar dentro da igreja não nos faz discípulos de Jesus. A igreja, como instituição, nos ajuda a caminhar nos caminhos de Jesus mas não nos traz salvação. Imagina ser o único brasileiro vivendo em uma cidade de um país estrangeiro e querer manter seus hábitos e costumes como brasileiro… é difícil, não é mesmo? Com o tempo você acaba adquirindo os costumes de onde você está vivendo. A igreja nos serve como uma comunidade que, mesmo sendo estrangeiros nessa terra, podemos nos congregar com outros compatriotas. Mas mesmo estando dentro dessa congregação não quer dizer que você não poderá ser “aliciado” com os costumes estrangeiros. E é justamente ai que entra a sua firmeza na fé.

Temos visto muitos crentes em Jesus que, mesmo estando na igreja de Cristo, não possuem a identidade dEle. Pessoas que qualquer “novidade” fora dos seus costumes já é suficiente para “fazer brilhar seus olhos” e o desviar da sua fé, e não é isso que agrada a Deus.

Quando penso nestes eu lembro do que Jesus nos diz em Mateus 7:22 e 23:

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Pense nisso!

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O que temos feito como “Templo do Espírito Santo”?

Quando lemos 2ª Crônicas 2 vemos a bela história do início das construções do Templo do Senhor, feito por Salomão e planejado pelo Rei Davi. No versículo 6 deste mesmo capítulo nos chama a atenção o temor que Salomão tinha pelo Templo que ainda nem estava edificado:

“Entretanto quem pode construir-lhe uma casa, considerando que nem o céu e nem o céu dos céus pode contê-lo? E quem sou eu para edificar-lhe uma casa, a não ser que esta sirva para queimar incenso santo e agradável diante dEle?” (BKJ)

Deus havia escolhido a linhagem de Davi para a edificação de um templo e Ele. Mais tarde, desta mesma linhagem, viria o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores Jesus Cristo. Deus não deixou que Davi construísse seu templo pois ele era homem de guerra, ficando assim essa responsabilidade para o seu sucessor, Salomão.

Os anos se passaram e vemos na história que o Reino de Davi (governado pela sua descendência) foi dividido por orgulho e intrigas, e sua sucessão conseguiu piorar mais ainda as coisas trazendo deuses estranhos para o meio do povo. E piorou mais: colocando-os para serem adorados no Templo de Deus.

Ao lermos isso ficamos com uma sensação de indignação contra o povo e nos perguntamos “como este povo deixou a presença de Deus e se prostrou a outros deuses, colocando-os no altar do Senhor? Como essa cegueira espiritual alcançou um povo que já havia visto inúmeras maravilhas da parte de Deus?”. Realmente é de se perguntar isso, não é mesmo?

Mas o que será que nos diz a primeira carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 6 versículo 19?

“Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertence a vós mesmos?” (BKJ)

Interessante não? E onde fica a indignação que sentíamos pelo povo que profanou o Templo e a presença de Deus se nós, que hoje somos templo do Espírito Santo de Deus pela graça, também profanamos esse templo? Onde fica o temor pelo Senhor quando, mesmo alertados pelo Espírito Santo, decidimos pecar e ainda usamos a célebre desculpa: mas a carne é fraca?

Não, a carne não é fraca. Muito pelo contrário, ela é forte. Se fosse fraca nós conseguiríamos vencê-la com facilidade. Paulo descreve em Romanos 7 sobre a dualidade que ele vivia com seu “homem espiritual” e seu “homem carnal”. Nós nunca vamos deixar de sentir a vontade de pecar, nunca vamos deixar de ser tentados em nossa carne. Porém a decisão de pecar, a decisão de profanar o templo do Senhor que somos nós, sempre continuará ao nosso alcance. Temos fraquezas, vivemos a dualidade de viver no espírito e viver na carne porém também temos o Livre Arbítrio. Deus nos deu o poder de decidir entre o que é certo e o que é errado, o poder de decidir entre pecar ou não:

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (JFA)
Jesus está voltando!

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E nos últimos dias… avivamento ou apostasia?

Estamos vivendo no fim dos tempos e isso é inegável. Mas o que a bíblia diz sobre esse momento? Que o Espírito de Deus iria se derramar, avivando os salvos e convertendo multidões, ou que uma apostasia generalizada tomaria conta da igreja? Será que é “anti-bíblico” orar pedindo o derramar do Espírito Santo “nos últimos dias”? Será que a apostasia está tão generalizada e todas as igrejas estão tão corrompidas, que não devemos mais ir a igreja?

São tantas questões que temos levantado sobre este assunto, que muitas das vezes perdemos o foco de uma conversa sadia e entramos em discussões sérias (que acabam se tornando tolas).

Em Atos 2:17-19 a bíblia nos aponta:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo.

Note que neste momento Pedro estava citando o profeta Joel, num período que hoje conhecemos como o início da igreja. Logo podemos entender que o “fim dos tempos” foi iniciado á partir do momento que Cristo ressurge e volta aos céus. Ou seja, nós já estamos vivendo estes “últimos dias” desde os primeiros cristãos. E quantos momentos de avivamento tivemos durante a história da igreja? Azuza, País de Gales, John Wesley e etc.

Porém em 2 Tessalonicenses 2:3, nós lemos:

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.

Durante estes “últimos tempos”, quantos momentos de apostasia nós vivemos? Movimentos gnósticos no mundo antigo, corrompimento da igreja romana, as Cruzadas, Inquisição, escândalos envolvendo a igreja contemporânea e etc.

Estaria a palavra de Deus está errada? Seria uma prova de que a bíblia se contradiz? Não! Estamos vivendo um tempo onde Deus está agindo de uma forma sobrenatural, porém o inferno também está. Cabe a nós decidirmos de que lado queremos ficar: se escolhemos o avivamento ou a apostasia.

Em Crônicas 29:10-11, Ezequias, um dos poucos reis de Judá que escolheu o avivamento ao invés da apostasia, disse:

Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o SENHOR Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira. Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o SENHOR vos tem escolhido para
estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso.

Nós somos ministros do Senhor. Assim como os levitas da época, nós temos o livre arbítrio de levar ao altar incenso suave ou fogo estranho. Adorar ao único Deus no seu templo (que somos nós mesmos) ou levantar altares a deuses estranhos.

Show gospel

Em 2 Crônicas 7:14, o Rei Salomão, logo após a inauguração do Templo, diz:

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

O avivamento não vem sem santidade. E a santidade não pode ser alcançada sem a confissão de pecados. Deus quer que nos santifiquemos na presença dEle, só que pra isso precisamos reconhecer nossos erros, nos humilharmos perante Ele, confessando os nossos pecados, e buscarmos a sua face. Um coração arrependido e contrito é o terreno mais fértil para o Espírito Santo operar.

A contagem regressiva já foi iniciada faz tempo, cabe você escolher em que lado quer viver o pouco tempo que lhe resta nessa terra. Independente da “linha teológica” que você escolher, a sua salvação em Cristo não será abalada. Porém se temos a opção de viver intensamente na presença de Deus aqui, aguardando a sua vinda, por que escolheríamos o contrário?

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.Apocalipse 3:13-16

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#CharlieHebdo ser ou não ser, eis a questão…

No dia 7 de janeiro deste ano o mundo presenciou uma das maiores tragédias depois do fatídico “11 de setembro” (sim, o MUNDO PRESENCIOU pois acontecem coisas milhões de vezes piores no Oriente Médio, na África, Koréia do Norte, dentre outros, todos os dias e o nosso “mundo ocidental” não fica sabendo… ou finge que não sabe). Três militantes do Estado Islâmico, um dos grupos jihadistas mais extremístas dos últimos tempos, entraram na revista satírica francesa Charlie Hebdo e , aos gritos de “Alahu al akbar” (“Deus é grande”), mataram 12 pessoas e deixaram gravemente feridas outras quatro. A revista é conhecida por publicar sátiras de Maomé (além de personalidades outras religiões).

Mesmo que você não esteja antenado no que ocorreu, com certeza acabou sabendo de uma forma ou outra pois uma onda de comoção tomou conta da internet com hashtags e mensagens de apoio aos integrantes da revista como #JeSusCharlie (nós somos Charlie, em francês). Porém a questão que me chamou mais a atenção (e me inspirou a escrever este post) foi que muitos internautas “cristãos” postaram mensagens do tipo “Eu não sou Charlie”, pois descobriram que a revista não satirizava somente o Islã mas também ícones do cristianismo como a Trindade e etc.

Charlie-Hebdo-anti-Christian-Jan-2015Sinceramente eu fico pensando o que estas pessoas, que se dizem cristãos, tem nas suas respectivas cabeças. Ao ler estas postagens eu só pude imaginar estes autores em três grupos: Primeiro. “Se a revista satirizasse somente o Islã (ou qualquer outra religião, menos o cristianismo), o que ocorreu foi uma verdadeira barbárie. Porém como também satirizaram o cristianismo, foi a mão de Deus”. Segundo. “Não estou nem ai se satirizaram o Islã, pois o que aconteceu foi consequência do que a revista vem fazendo. Mas satirizar o cristianismo não pode, isso é um absurdo!” E terceiro. “Bem feito o que aconteceu… isso é o que dá ficar mexendo com a religião dos outros.”

Independente da real linha de raciocínio destes “seres humanos superiores aos outros”, o que aconteceu foi sim uma barbárie e não existe justificativa alguma pra ter ocorrido! A final de contas, vidas foram ceifadas em nome da religião! (não estou atacando o Islã, muito pelo contrário. Até os próprios muçulmanos tem interpretações diferentes do que seria a “guerra santa” – o que na verdade é um termo pejorativo dado a um dos ensinamentos de Maomé, que em nenhum momento fala sobre “terrorismo em nome de deus” . Por favor leia este artigo pra entender melhor: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jihad)

Voltando aos cristãos que “não são Charlie”, o que a bíblia nos diz a respeito das suas atitudes?

Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:7-8
O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. Provérbios 10:12

Logo, se você se encontra em qualquer um destes grupos que citei, você não teve ainda um verdadeiro encontro com Cristo, pois Deus é amor e o nosso dever como cristão é amar uns aos outros como Cristo nos amou. Não me importa se você externou sua compaixão com as vítimas da Charlie Hebdo na internet, o problema é justamente você se dizer “cristão” e, num momento como esse, se colocar contra uma comoção mundial (falando completas besteiras) e não praticando o amor ao próximo.

Outro fato importante à se esclarecer é que a campanha de apoio foi feita às vítimas da tragédia e não em apoio as ideologias da revista ou ao que ela publica. Portanto sair dizendo “eu não sou Charlie” só está reafirmando seu total descrédito as vítimas (ou sua falta de compreensão ao assunto). Dizer que a revista extrapola a liberdade de expressão também é esdrúxulo, uma vez que a nossa cultura é completamente diferente da cultura francesa. E outra: liberdade é isso meu amigo. Se você se acha no direito de ir pra uma praça pública pregar o evangelho também tem que entender que o que as outras pessoas fazem, estão fazendo por exercer o seu direito de liberdade.

Veja essa imagem abaixo que foi compartilhada em redes sociais por um “cristão fundamentalista” que, coitado… não sabe nem escrever a na sua língua pátria:

10922457_666183886826328_751988017942285353_nAo sair “em defesa da causa de Cristo” atacando a revista pelo que ela publica ou as outras pessoas que ofendem a moral cristã, vocês está sendo tão fundamentalista religioso quanto os que praticaram este ato desumano e terrorista. Deus não precisa que nós defendamos seu nome. Paulo fala em Efésios que “a nossa luta não é contra carne e contra o sangue mas contra as potestades e principados do mal”. Em Gálatas Paulo também nos escreve: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Se o ocorrido foi a mão de Deus ou não, isso também não nos diz respeito. A nossa tarefa é somente uma: demonstrar amor ao nosso próximo, demonstrar compaixão com as famílias das vítimas. Não se esqueça que a bíblia também nos orienta a sermos “sal da terra e luz do mundo”, e as pessoas julgam as nossas atitudes. Quer mais um exemplo do seu fundamentalismo religioso? Uma revista católica e um site judeu publicaram charges em apoio as vítimas, ironizando, respectivamente, Jesus e o Papa, e o Holocausto e os judeus (saiba mais aqui).

No fim das contas quem realmente está tendo uma atitude cristã, hein?

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Quando o mundo cai ao meu redor…

Ontem me peguei cantarolando uma canção do Juliano Son que, assim como várias outras, é bem profunda: “Quando o mundo cai ao meu redor”, e comecei a refletir na letra. Assista o vídeo dela abaixo:

Muitas vezes nós estamos bem do jeito que essa letra diz: sentindo que o mundo está prestes a cair ao nosso redor. Olhamos para as alternativas que temos e percebemos que nenhuma delas satisfaria o nosso coração (isso quando encontramos alguma alternativa…). Mas será que isso é normal? Já que sou filho de Deus, Ele poderia me livrar de passar por estas situações, não acha?

Se formos analisar o que diz a palavra de Deus, encontraremos em João 16:33 o seguinte texto: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Amados em nenhum momento Jesus afirma que nos livraria de passar por situações ruins, muito pelo contrário! Ele deixa claro que passaríamos por adversidades, mas completa o texto afirmando que, assim como ele venceu o mundo, nós também podemos.

Outro texto interessante está em 1 Pedro 5: 7 – 10: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo. E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça.”

Infelizmente em nosso meio temos o entendimento errado de que “o melhor de Deus ainda está por vir”, sendo que Ele já mandou o melhor dEle pra nós que foi seu filho Jesus Cristo, que morreu numa cruz por nossos pecados. Se formos ler o desfecho do texto acima com este entendimento errado, quando o apóstolo Pedro diz “depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça”, temos a impressão de que os momentos em que percebemos que “o mundo está caindo ao nosso redor” serão breves e passageiros, pois logo em seguida Deus trará a solução. ERRADO! A palavra de Deus não se contradiz. O momento que todos nós devemos esperar é a vinda de Cristo, onde ai sim seremos “confirmados, fortificados e estabelecidos” por Deus. “Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.” Tiago 1:12

Mas então seguir a Cristo é estar constantemente passando por situações difíceis? Sim, isso é verdade. Uma vez eu ouvi uma pessoa dizer algo incrível: “Deus não nos prometeu que nos livraria de adversidades, mas Ele nos prometeu que, independente do que acontecesse, estaria conosco”. E isso é verdade. Jesus nos afirma que, mesmo aqui nesse mundo, Deus também nos guardaria e estaria conosco nestas situações difíceis. Vamos ver o que diz 1 Corintios 10:13: “Não veio sobre vós tentação, sendo humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que possais suportar.”

Queridos seguir a Cristo não é uma tarefa fácil. E mesmo não sendo fácil, nós não podemos depositar a nossa esperança apenas nestes pequenos momentos de escape, mas sim na certeza de Jesus preparou para nós um lugar no céu: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.” João 14:2

Independente da situação que você esteja passando, nunca se esqueça do que o apóstolo João nos diz em Apocalipse 3:11 “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”

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Como eu queria um dia com 30 horas…

Bom dia amigos!

Queria compartilhar com vocês algo que Deus tem falado comigo hoje… muitas vezes nós brincamos dizendo que “gostaríamos que o nosso dia tivesse mais horas” ou que “a nossa semana tivessem mais dias”, pois devido os nossos afazeres acabamos por não encontrar tempo para algumas atividades ou ainda não encontramos tempo nem para fazer aquilo que é nossa obrigação, seja no trabalho, seja na escola, seja na igreja ou até em nossas famílias!

Mas será que estamos certos em “pedir a Deus mais tempo” ou somos nós que não estamos administrando da forma correta o tempo que Ele nos deu?

O salmista diz em Salmos 39.4-5:
“Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que saiba quão frágil sou. Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro”

E Salomão nos alerta em Eclesiastes 9:10-11:
“Sendo assim, tudo quanto vier à mão para realizar, faze-o com o melhor das tuas forças, porquanto para o Sheol, a sepultura, para onde vais, não há atividade, trabalho, reflexão, planos, conhecimento, saber, nem nada. 11 Observei ainda e notei que debaixo do sol os velozes nem sempre vencem a corrida; os mais fortes nem sempre triunfam nas batalhas; os sábios nem sempre têm com o que se alimentar; nem a fortuna acompanha sempre os prudentes; nem os bem instruídos e inteligentes têm garantia de prestígio e honra; pois o tempo e o acaso afetam a todos indistintamente.…¨

Estamos vivendo na Era da Informação, onde a velocidade do compartilhamento de informações é incrivelmente assustadora, e muitas das vezes somos obrigados a acompanhar isso de uma forma que nos sufocamos com tantas coisas que acabamos nos comprometendo a fazer, e isso de fato não é bênção!

Administrar o nosso tempo é algo imprescindível para vivermos na plenitude do que Deus tem para nós. Ele não está preocupado somente que sejamos salvos, Ele quer que vivamos nessa terra da melhor forma possível, e muita das vezes nós mesmos não estamos nos preocupando com a qualidade de vida que estamos levando, em outras palavras, estamos entristecendo a Deus em não administrar da forma correta tudo aquilo que Ele nos deu nas mãos.

O trabalho é bênção para o homem. Estudar é fundamental! Ir a igreja, ter momentos de lazer e praticar atividades físicas é imprescindível, porém tudo tem que ser ao seu tempo. Não adianta irmos pra igreja pensando no que poderá cair na prova no dia seguinte. Não adianta investirmos um tempo com nossos filhos e estarmos “com  cabeça” no trabalho, com o smartphone na mão esperando receber aquele e-mail importante do cliente.  Assim como também não adianta dedicarmos um tempo para uma atividade de lazer se esse tempo tem que ser cronometrado, pois logo em seguida temos que cumprir uma escala na igreja.

O que eu quero trazer a todos nós nesse dia para que pensemos é em que temos perdido tempo e no que precisamos investir mais tempo? Note que você perde tempo naquilo que não é bênção pra você e investe tempo naquilo que te aproxima de viver a plenitude da graça de Deus.

Não deixe que você mesmo roube aquilo que Deus já te deu, seja seu trabalho, sua faculdade, sua família a etc. Dê prioridades a sua vida e não se esqueça: “basta a cada dia o seu mal”

Até a próxima!

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