É preciso ter uma identidade

Todo ser vivo, seja ele animal ou vegetal, já nasce carregando uma “identidade”. Biologicamente nós podemos entender essa identidade como a carga genética que recebemos dos nossos antepassados ou ainda como a caracterização que recebemos ante ao meio em que vivemos.

Por definição Identidade é “o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes”. E outra definição importante que encontramos é: “Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento (história, sociologia, antropologia, direito, etc.), e tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada.” Wikipédia.

Se analisarmos o conceito de identidade pelo enfoque espiritual nós conseguimos entender que nossa “identidade espiritual” está relacionada aos valores que recebemos da fé que temos (seja ela qual for) aliado ao ambiente em que vivemos. E falando em ambiente, ressalto que todos nós (seres vivos) temos a capacidade de influenciar e sermos influenciados. Logo, se você não influencia o ambiente em que vive, automaticamente está sendo influenciado por esse ambiente.

Em Atos 19 do 11 ao 16 nós lemos uma história interessante que nos apresenta dois tipos de identidade:

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.
De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.
E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.
E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.
Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?
E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.

O texto nos apresenta praticamente a mesma cena porém vivida com personagens diferentes (ou de diferentes identidades). Em uma cena eram usados utensílios que foram do Apóstolo Paulo para expulsar espíritos malignos, e em outra cena algumas pessoas tentam expulsar estes espíritos invocando o nome de Jesus e de Paulo, que servia a Jesus, porém os espíritos não os obedecem.

Este é um texto curioso, não é mesmo? Já é loucura pensar que alguém tentou usar um “lencinho” de Paulo pra expulsar um demônio, imagina invocar o nome poderoso de Jesus e não surtir efeito?

Jesus nos explica isso em João 14:12 e 13:

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

A diferença está na identidade! Os homens que usaram lenços de Paulo o fizeram por fé e porque criam em Jesus. Criam que o poder de Jesus, a quem Paulo servia, conseguia expulsar aqueles espíritos. Já os que invocaram o nome de Jesus não o fizeram por fé e nem criam de coração em Jesus. Eles estavam simplesmente repetindo uma “receita de bolo” que viram dar certo. Sabe aquela pessoa que só procura Jesus quando está passando dificuldades? Então, eram estes.

Jesus não quer discípulos que usem as suas próprias identidades, pelo contrário. Ele quer quem use a Sua identidade. Pessoas que tenham os valores da fé em Jesus incrustados em seus corações e que, independente do ambiente onde estejam, sejam “sal da terra e luz do mundo”.

E quando falamos em ambiente podemos extender nossa análise do texto para dentro da igreja. Só estar dentro da igreja não nos faz discípulos de Jesus. A igreja, como instituição, nos ajuda a caminhar nos caminhos de Jesus mas não nos traz salvação. Imagina ser o único brasileiro vivendo em uma cidade de um país estrangeiro e querer manter seus hábitos e costumes como brasileiro… é difícil, não é mesmo? Com o tempo você acaba adquirindo os costumes de onde você está vivendo. A igreja nos serve como uma comunidade que, mesmo sendo estrangeiros nessa terra, podemos nos congregar com outros compatriotas. Mas mesmo estando dentro dessa congregação não quer dizer que você não poderá ser “aliciado” com os costumes estrangeiros. E é justamente ai que entra a sua firmeza na fé.

Temos visto muitos crentes em Jesus que, mesmo estando na igreja de Cristo, não possuem a identidade dEle. Pessoas que qualquer “novidade” fora dos seus costumes já é suficiente para “fazer brilhar seus olhos” e o desviar da sua fé, e não é isso que agrada a Deus.

Quando penso nestes eu lembro do que Jesus nos diz em Mateus 7:22 e 23:

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Pense nisso!

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