O que temos feito como “Templo do Espírito Santo”?

Quando lemos 2ª Crônicas 2 vemos a bela história do início das construções do Templo do Senhor, feito por Salomão e planejado pelo Rei Davi. No versículo 6 deste mesmo capítulo nos chama a atenção o temor que Salomão tinha pelo Templo que ainda nem estava edificado:

“Entretanto quem pode construir-lhe uma casa, considerando que nem o céu e nem o céu dos céus pode contê-lo? E quem sou eu para edificar-lhe uma casa, a não ser que esta sirva para queimar incenso santo e agradável diante dEle?” (BKJ)

Deus havia escolhido a linhagem de Davi para a edificação de um templo e Ele. Mais tarde, desta mesma linhagem, viria o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores Jesus Cristo. Deus não deixou que Davi construísse seu templo pois ele era homem de guerra, ficando assim essa responsabilidade para o seu sucessor, Salomão.

Os anos se passaram e vemos na história que o Reino de Davi (governado pela sua descendência) foi dividido por orgulho e intrigas, e sua sucessão conseguiu piorar mais ainda as coisas trazendo deuses estranhos para o meio do povo. E piorou mais: colocando-os para serem adorados no Templo de Deus.

Ao lermos isso ficamos com uma sensação de indignação contra o povo e nos perguntamos “como este povo deixou a presença de Deus e se prostrou a outros deuses, colocando-os no altar do Senhor? Como essa cegueira espiritual alcançou um povo que já havia visto inúmeras maravilhas da parte de Deus?”. Realmente é de se perguntar isso, não é mesmo?

Mas o que será que nos diz a primeira carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 6 versículo 19?

“Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertence a vós mesmos?” (BKJ)

Interessante não? E onde fica a indignação que sentíamos pelo povo que profanou o Templo e a presença de Deus se nós, que hoje somos templo do Espírito Santo de Deus pela graça, também profanamos esse templo? Onde fica o temor pelo Senhor quando, mesmo alertados pelo Espírito Santo, decidimos pecar e ainda usamos a célebre desculpa: mas a carne é fraca?

Não, a carne não é fraca. Muito pelo contrário, ela é forte. Se fosse fraca nós conseguiríamos vencê-la com facilidade. Paulo descreve em Romanos 7 sobre a dualidade que ele vivia com seu “homem espiritual” e seu “homem carnal”. Nós nunca vamos deixar de sentir a vontade de pecar, nunca vamos deixar de ser tentados em nossa carne. Porém a decisão de pecar, a decisão de profanar o templo do Senhor que somos nós, sempre continuará ao nosso alcance. Temos fraquezas, vivemos a dualidade de viver no espírito e viver na carne porém também temos o Livre Arbítrio. Deus nos deu o poder de decidir entre o que é certo e o que é errado, o poder de decidir entre pecar ou não:

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (JFA)
Jesus está voltando!

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